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Entendendo o exame neurológico em bebês e crianças pequenas

exame neurologico em bebes

O desenvolvimento neurológico infantil é um processo fascinante e delicado, que envolve a formação e o amadurecimento de estruturas cerebrais responsáveis por funções essenciais, como o movimento, a fala, a cognição, as emoções e a socialização. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro da criança passa por transformações intensas, sendo extremamente sensível a estímulos e influências do ambiente.

É justamente por isso que o exame neurológico em bebês e crianças pequenas é uma ferramenta tão importante. Ele permite ao neuropediatra observar de forma detalhada como o sistema nervoso está funcionando, identificando precocemente sinais de atrasos ou alterações que podem interferir no desenvolvimento.

Mas afinal, como esse exame é feito? O que o médico observa? E por que ele é tão essencial mesmo quando não há sinais aparentes de problemas?

Vamos entender juntos.

Por que o exame neurológico é importante na infância?

Nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento infantil acontece em velocidade impressionante. O bebê aprende a sustentar a cabeça, sentar, engatinhar, andar, falar, interagir e compreender o mundo, tudo isso em questão de meses.

O exame neurológico tem o objetivo de avaliar se esse processo está ocorrendo dentro do esperado, ajudando a detectar precocemente qualquer desvio ou atraso que possa indicar um problema neurológico, motor ou cognitivo.

Nem sempre sinais de alerta são óbvios para os pais. Às vezes, pequenas diferenças no tônus muscular, nos reflexos ou nas respostas aos estímulos podem ser o primeiro indício de condições como:

  • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Paralisia cerebral;
  • Transtornos de linguagem;
  • Distúrbios genéticos ou metabólicos;
  • Epilepsias ou crises convulsivas sutis;
  • Transtornos do espectro autista (TEA);
  • Distúrbios de coordenação e equilíbrio.

Detectar precocemente essas alterações faz toda a diferença, pois quanto antes o tratamento e a estimulação são iniciados, melhores são os resultados para o desenvolvimento global da criança.

Como é feito o exame neurológico em bebês e crianças pequenas

Ao contrário do que muitos imaginam, o exame neurológico infantil não é doloroso nem invasivo. Ele é feito por meio da observação atenta e de interações simples e lúdicas, adaptadas à idade da criança.

A avaliação é realizada em etapas e envolve diversos aspectos do funcionamento neurológico.

1. Anamnese (histórico clínico e familiar)

O exame começa com uma conversa detalhada com os pais. O neuropediatra pergunta sobre a gestação, o parto, o histórico de saúde do bebê, marcos do desenvolvimento (como quando começou a sentar, engatinhar e andar), alimentação, sono, comportamento e linguagem.

Também são investigados antecedentes familiares de doenças neurológicas, convulsões, dificuldades de aprendizagem ou atrasos no desenvolvimento, pois alguns fatores podem ter componente genético.

Essa etapa é essencial para contextualizar o desenvolvimento da criança e identificar possíveis fatores de risco.

2. Avaliação do comportamento e da interação

Durante a consulta, o neuropediatra observa como a criança se comporta: se demonstra curiosidade, se reage a sons, sorrisos e estímulos visuais, se busca contato com o médico e com os pais.

Em bebês, o olhar, o sorriso social e as respostas ao toque e à voz dos cuidadores são observados com atenção. Já em crianças maiores, avalia-se a forma como brincam, se comunicam, compreendem comandos simples e demonstram interesse pelo ambiente.

Essas observações ajudam a avaliar funções cognitivas, afetivas e sociais, que são fundamentais para o desenvolvimento global.

3. Exame motor

O exame motor é uma das partes mais importantes da avaliação neurológica. O médico analisa o tônus muscular (se está aumentado, diminuído ou adequado), a força, a coordenação motora e o equilíbrio.

Nos bebês, o neuropediatra verifica se os movimentos são simétricos, se há preferência por um lado do corpo, se a criança sustenta a cabeça adequadamente e como se movimenta quando colocada de bruços ou de pé.

Em crianças maiores, o exame pode incluir testes simples, como andar em linha reta, pular com os dois pés, tocar o nariz com os dedos ou empilhar objetos.

Essas observações revelam muito sobre a maturidade do sistema nervoso central e a integridade das vias motoras.

4. Avaliação dos reflexos

Os reflexos neurológicos são respostas automáticas que o corpo apresenta a determinados estímulos, e sua presença (ou ausência) é um importante indicador do desenvolvimento cerebral.

Em bebês, alguns reflexos são esperados e desaparecem conforme o sistema nervoso amadurece. Entre os principais estão:

  • Reflexo de Moro (sobressalto): o bebê abre os braços e depois os fecha ao ouvir um som forte ou sentir um movimento brusco;
  • Reflexo de preensão palmar: o bebê fecha a mão ao sentir o toque na palma;
  • Reflexo de marcha automática: ao apoiar os pés do bebê em uma superfície, ele faz movimentos semelhantes a passos;
  • Reflexo de sucção e de busca: importantes para a amamentação.

A persistência ou ausência desses reflexos fora da faixa etária esperada pode indicar alterações neurológicas que exigem investigação.

5. Avaliação sensorial e dos nervos cranianos

O neuropediatra também avalia se a criança ouve, enxerga e reage adequadamente aos estímulos visuais e auditivos. Ele pode usar brinquedos coloridos, luzes, sons suaves e objetos em movimento para observar como a criança acompanha e reage.

Além disso, examina a movimentação dos olhos, a simetria do rosto, a capacidade de engolir e a coordenação entre sucção e deglutição em bebês.

Essas observações fazem parte da avaliação dos nervos cranianos, que controlam funções motoras e sensoriais essenciais.

6. Desenvolvimento global e linguagem

Por fim, o exame neurológico também considera aspectos cognitivos e de linguagem. O médico avalia se a criança entende comandos, se expressa palavras adequadas à idade, como reage a histórias, músicas ou estímulos visuais.

O atraso na fala, por exemplo, pode estar relacionado não apenas a questões auditivas, mas também a alterações no processamento neurológico,  por isso, merece sempre uma investigação cuidadosa.

Quando o exame neurológico é indicado?

O exame neurológico faz parte da avaliação de rotina do desenvolvimento infantil, especialmente nos primeiros anos de vida. No entanto, ele se torna ainda mais importante quando há:

  • Atraso em marcos do desenvolvimento (demorar a sentar, andar, falar);
  • Dificuldade de coordenação ou movimentos assimétricos;
  • Crises ou episódios sugestivos de convulsão;
  • Irritabilidade excessiva ou apatia;
  • Alterações no comportamento, sono ou aprendizado;
  • Regressão, quando a criança perde habilidades que já havia adquirido;
  • Alterações visuais, auditivas ou motoras perceptíveis.

Mesmo quando não há sintomas claros, o exame neurológico pode ser realizado de forma preventiva, oferecendo tranquilidade aos pais e contribuindo para um acompanhamento mais completo.

A importância da avaliação contínua

O desenvolvimento infantil é dinâmico, e por isso o exame neurológico não é uma avaliação única. Ele deve ser repetido em diferentes fases da infância, já que novas habilidades surgem e o cérebro continua amadurecendo.

Com o acompanhamento regular, o neuropediatra pode comparar evoluções, detectar precocemente desvios sutis e orientar intervenções adequadas, fortalecendo as chances de um desenvolvimento saudável.

Com quem você pode contar para saber mais sobre este assunto?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Dra. Cláudia Pechini

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estímulo infantil
Neurologia

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