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Sinais do TEA: quando buscar ajuda profissional?

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta, na maioria dos casos, nos primeiros anos de vida. Ele influencia principalmente a forma como a criança se comunica, interage socialmente e se comporta diante do ambiente. 

Por se tratar de um espectro, o TEA pode se apresentar de maneiras muito diferentes, com sinais leves, moderados ou mais intensos, variando de uma criança para outra.Para muitos pais, identificar os primeiros sinais pode gerar dúvidas, insegurança e até medo. É comum se perguntar se determinados comportamentos fazem parte do desenvolvimento normal ou se indicam algo que merece atenção.

Por isso, compreender os principais sinais do TEA e saber quando buscar ajuda profissional é fundamental para garantir um acompanhamento adequado e favorecer o desenvolvimento infantil.

O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O TEA não é uma doença, mas uma condição neurológica que acompanha a pessoa ao longo da vida. Ele envolve alterações no desenvolvimento da comunicação, da interação social e do comportamento. O termo “espectro” é utilizado justamente porque existe uma grande variedade de manifestações, desde crianças que precisam de pouco suporte até aquelas que necessitam de acompanhamento mais intensivo.

Os sinais costumam aparecer antes dos três anos de idade, embora nem sempre sejam facilmente reconhecidos logo no início. Em alguns casos, os pais percebem algo diferente ainda no primeiro ano de vida; em outros, as dificuldades tornam-se mais evidentes conforme a criança cresce e não acompanha os marcos esperados do desenvolvimento.

Sinais precoces que merecem atenção

É importante reforçar que cada criança tem seu próprio ritmo. No entanto, alguns sinais persistentes ou combinados devem servir como alerta e motivar uma avaliação especializada.

Sinais relacionados à interação social

Desde os primeiros meses de vida, os bebês costumam buscar interação com as pessoas ao seu redor. No TEA, essa troca social pode estar reduzida ou ausente. Alguns sinais comuns incluem:

  • Pouco ou nenhum contato visual;
  • Dificuldade em responder ao próprio nome;
  • Pouca demonstração de interesse por outras pessoas;
  • Ausência ou redução do sorriso social;
  • Dificuldade em compartilhar atenção, como apontar para mostrar algo interessante;
  • Pouca troca de expressões faciais, gestos ou emoções.

Esses sinais indicam dificuldades na comunicação não verbal e na construção de vínculos sociais, aspectos centrais do desenvolvimento infantil.

Sinais relacionados à comunicação e à linguagem

A linguagem é uma das áreas mais observadas pelos pais. No TEA, ela pode se desenvolver de forma diferente, tanto na fala quanto na compreensão. Alguns sinais incluem:

  • Atraso no início da fala;
  • Pouca ou nenhuma tentativa de se comunicar por gestos;
  • Dificuldade em imitar sons, palavras ou ações;
  • Uso repetitivo de palavras ou frases (ecolalia);
  • Linguagem que não parece ter intenção comunicativa;
  • Dificuldade em iniciar ou manter uma conversa.

Mesmo crianças que falam podem apresentar dificuldade em usar a linguagem de forma funcional, especialmente para expressar sentimentos, desejos ou necessidades.

Comportamentos repetitivos e interesses restritos

Outro grupo importante de sinais está relacionado ao comportamento. Crianças com TEA podem apresentar padrões repetitivos de movimento ou interesses muito específicos. Entre eles:

  • Movimentos repetitivos, como balançar as mãos, o corpo ou girar objetos;;
  • Brincadeiras repetitivas, com pouco uso simbólico dos brinquedos;
  • Apego excessivo a rotinas e resistência a mudanças;
  • Interesses intensos e restritos por determinados temas ou objetos.

Esses comportamentos podem ajudar a criança a se organizar diante do ambiente, mas também podem gerar sofrimento quando há mudanças inesperadas.

Alterações sensoriais

As alterações no processamento sensorial são muito comuns no TEA e, muitas vezes, passam despercebidas. A criança pode reagir de forma intensa a estímulos que parecem comuns para outras pessoas. Alguns exemplos são:

  • Sensibilidade excessiva a sons, luzes, cheiros ou texturas;
  • Incômodo com roupas, etiquetas ou determinados alimentos;
  • Reações intensas a barulhos do dia a dia;
  • Busca constante por estímulos, como cheirar objetos ou se movimentar sem parar;
  • Pouca reação à dor ou ao frio.

Essas alterações sensoriais podem impactar o comportamento, o sono, a alimentação e a participação da criança em atividades sociais.

Aspectos emocionais e comportamentais

Além dos sinais já citados, algumas crianças apresentam dificuldades na regulação emocional e no comportamento, como:

  • Crises de choro frequentes ou intensas;
  • Dificuldade em lidar com frustrações;
  • Irritabilidade constante ou, ao contrário, comportamento muito passivo;
  • Alterações no sono, como dificuldade para dormir ou despertares frequentes;
  • Seletividade alimentar importante.

Esses sinais não confirmam isoladamente o diagnóstico de TEA, mas fazem parte do conjunto de características que devem ser avaliadas.

Quando buscar ajuda profissional?

Os pais devem procurar avaliação especializada sempre que perceberem que o desenvolvimento da criança não está evoluindo como esperado ou quando surgirem comportamentos que gerem preocupação. Alguns momentos importantes para buscar ajuda incluem:

  • Atraso nos marcos do desenvolvimento, como sentar, andar ou falar;
  • Presença persistente dos sinais descritos acima;
  • Regressão do desenvolvimento, quando a criança perde habilidades já adquiridas;
  • Dificuldades importantes de comunicação, interação ou comportamento;
  • Insegurança dos pais, mesmo sem sinais muito evidentes.

É importante lembrar que não é necessário esperar um “quadro completo” para procurar ajuda. A avaliação precoce permite identificar se há TEA ou outra condição do neurodesenvolvimento e iniciar intervenções no momento certo.

O papel do neuropediatra no diagnóstico

O neuropediatra é o profissional capacitado para avaliar o desenvolvimento neurológico da criança de forma global. A consulta inclui uma escuta cuidadosa dos pais, análise da história do desenvolvimento, observação do comportamento da criança e, quando necessário, solicitação de exames complementares.

O diagnóstico do TEA é clínico e, muitas vezes, envolve uma abordagem multiprofissional, com a participação de fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos. Esse trabalho em equipe garante uma avaliação mais completa e um plano de acompanhamento individualizado.

A importância da intervenção precoce

Identificar o TEA precocemente faz toda a diferença no desenvolvimento da criança. As intervenções iniciadas nos primeiros anos de vida podem melhorar significativamente a comunicação, a autonomia, as habilidades sociais e a qualidade de vida.

Além disso, o acompanhamento profissional oferece suporte à família, ajuda os pais a compreenderem melhor o comportamento da criança e orienta estratégias para o dia a dia, fortalecendo os vínculos afetivos.

Reconhecer os sinais do TEA e buscar ajuda profissional no momento adequado não significa rotular a criança, mas sim oferecer cuidado, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento. O olhar atento dos pais, aliado à avaliação especializada, é essencial para garantir que cada criança receba o suporte necessário para crescer e se desenvolver respeitando suas particularidades.

Quanto mais cedo houver orientação e acompanhamento, maiores são as chances de promover um desenvolvimento saudável, uma melhor adaptação social e uma infância com mais qualidade de vida para a criança e sua família.

Com quem você pode contar para saber mais sobre este assunto?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes, a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Dra. Cláudia Pechini

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