Endereço

Endereço

Rua das Orquídeas, 667 - Torre Medical - Sala 304, Indaiatuba - SP​
Ver Mapa

Telefone:

Telefone(s):

(19) 99916-9470
Ligar Agora

E-mail

E-mail

claudia.pechini@gmail.com
Mandar Email

Convulsão febril: o que fazer na hora e quando se preocupar

convulsão

Poucas situações geram tanto medo em pais e cuidadores quanto presenciar uma convulsão em uma criança. Quando esse episódio acontece durante um quadro de febre, o susto costuma ser ainda maior, especialmente quando ocorre pela primeira vez. A convulsão febril é um evento relativamente comum na infância e, apesar de impressionar, na maioria das vezes tem evolução benigna.

Entender o que está acontecendo no momento da crise, saber como agir e reconhecer os sinais que indicam a necessidade de investigação são passos fundamentais para lidar com a situação de forma mais segura e menos angustiante.

O que é convulsão febril?

A convulsão febril é uma crise convulsiva que ocorre em associação com febre, geralmente em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, sem evidência de infecção do sistema nervoso central ou outra causa neurológica aguda.

Ela costuma acontecer no início de um episódio febril, muitas vezes antes mesmo de os pais perceberem que a criança está com febre. Isso ocorre porque o cérebro imaturo da criança é mais sensível à elevação da temperatura corporal.

É importante destacar que a convulsão febril não significa que a criança tenha epilepsia. Trata-se de uma resposta do organismo à febre, e não de uma condição neurológica crônica na maioria dos casos.

Como a convulsão febril se manifesta?

Na forma mais comum, chamada de convulsão febril simples, a criança apresenta perda de consciência associada a rigidez do corpo e movimentos rítmicos dos braços e pernas. Os olhos podem ficar desviados, e pode haver salivação ou dificuldade momentânea para respirar de forma regular.

Esses episódios costumam durar poucos minutos, embora para quem presencia pareçam muito mais longos. Após a crise, é comum que a criança fique sonolenta, confusa ou mais quieta por um período.

Existem também formas menos comuns, chamadas de convulsões febris complexas, que podem ter duração mais prolongada, ocorrer mais de uma vez no mesmo episódio de febre ou envolver apenas uma parte do corpo.

O que fazer durante a convulsão?

O momento da convulsão costuma ser marcado por grande tensão emocional, mas algumas atitudes simples são fundamentais para garantir a segurança da criança.

A primeira medida é manter a calma e posicionar a criança deitada de lado, em um local seguro, para evitar aspiração de saliva ou vômito. É importante afastar objetos que possam machucar e não tentar conter os movimentos.

Não se deve colocar nada na boca da criança, nem tentar abrir sua boca à força. Também não é necessário oferecer líquidos ou medicamentos durante a crise.

Observar o tempo de duração do episódio é uma informação importante para a avaliação médica posterior. Após o término da convulsão, a criança deve ser acolhida e mantida em observação.

Quando procurar atendimento médico imediatamente?

Embora a maioria das convulsões febris seja benigna, algumas situações exigem avaliação médica urgente. Crises que duram mais de cinco minutos, dificuldade para a criança retomar a consciência, respiração irregular persistente ou coloração arroxeada são sinais de alerta.

Também é importante procurar atendimento imediato quando a convulsão ocorre pela primeira vez, quando a criança tem menos de seis meses ou mais de cinco anos, ou quando há sinais associados como rigidez de nuca, vômitos persistentes ou alteração importante do estado geral.

Essas situações ajudam a diferenciar quadros mais simples de condições que podem exigir investigação adicional.

Existe risco de recorrência?

Após um primeiro episódio, é comum que os pais se preocupem com a possibilidade de novas convulsões. De fato, algumas crianças podem apresentar recorrência, especialmente nos primeiros anos de vida.

O risco é maior em crianças que tiveram a primeira convulsão em idade mais precoce ou que possuem histórico familiar de convulsão febril. No entanto, mesmo nos casos de recorrência, a evolução costuma ser benigna na maioria das situações.

Com o amadurecimento do sistema nervoso, a tendência é que essas crises deixem de ocorrer.

Convulsão febril pode causar sequelas?

Uma dúvida frequente é se a convulsão febril pode causar danos ao cérebro. Na grande maioria dos casos, especialmente nas convulsões febris simples, não há risco de sequelas neurológicas, prejuízo cognitivo ou impacto no desenvolvimento.

O episódio, embora assustador, não costuma causar lesões cerebrais. Esse é um ponto importante para tranquilizar as famílias. No entanto, casos atípicos ou convulsões prolongadas podem exigir avaliação mais detalhada para descartar outras condições.

Como é feita a avaliação após a crise?

Após o episódio, o foco principal é identificar a causa da febre e avaliar se a convulsão apresenta características típicas de uma convulsão febril simples.

A história clínica detalhada e o exame físico são fundamentais. Em muitos casos, não há necessidade de exames complementares. Quando existem sinais atípicos, exames adicionais podem ser solicitados para investigação.

O acompanhamento com o pediatra ou neuropediatra ajuda a orientar a família sobre o risco de recorrência, medidas de segurança e condutas em caso de novos episódios.

É possível prevenir a convulsão febril?

Não existe uma forma totalmente eficaz de prevenir convulsões febris. O uso de antitérmicos pode ajudar no conforto da criança, mas não garante que a crise não ocorra, já que muitas vezes ela está relacionada à rapidez da elevação da temperatura.

O mais importante é que os cuidadores estejam orientados sobre como agir caso um novo episódio aconteça. Em algumas situações específicas, o médico pode orientar estratégias individualizadas, mas isso não é necessário para a maioria das crianças.

Entre o susto e o cuidado: construindo segurança.

A convulsão febril é um evento que assusta, mas que, na maioria das vezes, faz parte de um quadro benigno da infância. Informação e orientação adequada são fundamentais para transformar o medo em preparo.

Saber reconhecer o que está acontecendo, agir com segurança no momento da crise e entender quando buscar ajuda permite que a família enfrente a situação com mais tranquilidade. O acompanhamento médico ajuda a esclarecer dúvidas e a construir um plano de cuidado adequado para cada criança.

Com o tempo, à medida que o sistema nervoso amadurece, a tendência é que esses episódios deixem de ocorrer. Até lá, o mais importante é oferecer cuidado, acolhimento e segurança, tanto para a criança quanto para quem está ao seu lado.

Com quem você pode contar para saber mais sobre este assunto?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes, a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Dra. Cláudia Pechini

Rua das Orquídeas, 667 – Torre Medical – Sala 304

Indaiatuba – SP

Categorias
lesão
Neurologia

Sinais de alerta de lesão cerebral traumática em crianças

A energia e altivez das crianças é o que mais encanta, mas também mais preocupa os pais e responsáveis, não é mesmo? As diversas atividades realizadas tanto na escola quanto nas brincadeiras de rotina devem ser sempre supervisionadas a fim de evitar pequenos acidentes e até situações mais graves, como a lesão cerebral traumática.

Leia mais »