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Como a tecnologia afeta o cérebro das crianças? Dicas práticas de uso saudável

tecnologia

A tecnologia está cada vez mais presente na vida das crianças. Celulares, tablets, televisões e computadores fazem parte da rotina familiar e, muitas vezes, já estão inseridos desde os primeiros meses de vida. 

Diante dessa realidade, é natural que surjam dúvidas e preocupações: afinal, como a tecnologia afeta o cérebro das crianças? Existe um limite seguro? E como os pais podem orientar um uso mais saudável no dia a dia?

Para responder a essas perguntas, é importante compreender como o cérebro infantil se desenvolve e de que forma a tecnologia pode influenciar esse processo, tanto de maneira positiva quanto negativa.

O cérebro infantil em desenvolvimento

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro. É nesse período que ocorrem conexões neurais importantes relacionadas à linguagem, atenção, memória, controle emocional, habilidades sociais e aprendizado. O cérebro infantil é altamente plástico, ou seja, molda-se de acordo com as experiências vividas.

Interações humanas, brincadeiras, movimento, exploração do ambiente, escuta e troca afetiva são estímulos essenciais para um desenvolvimento saudável. Quando essas experiências são substituídas de forma excessiva pelo uso de telas, o cérebro pode deixar de receber estímulos fundamentais para sua maturação.

Como o uso excessivo de telas afeta a atenção?

Um dos impactos mais discutidos da tecnologia no cérebro infantil está relacionado à atenção. Muitos conteúdos digitais são rápidos, cheios de estímulos visuais e sonoros, com mudanças constantes de cena. Esse padrão pode dificultar o desenvolvimento da atenção sustentada, aquela necessária para ouvir uma história, brincar por mais tempo ou realizar atividades escolares.

Crianças muito expostas a telas podem apresentar maior dificuldade de concentração, inquietação, necessidade constante de estímulos e menor tolerância ao tédio. Isso não significa que a tecnologia cause transtornos de atenção, mas pode intensificar dificuldades nas que são mais vulneráveis.

Impactos da tecnologia no desenvolvimento da linguagem

A linguagem se desenvolve principalmente a partir da interação humana. Conversar, ouvir, observar expressões faciais, gestos e entonações são experiências fundamentais para que a criança aprenda a se comunicar.

Quando o uso de telas é excessivo, especialmente de forma passiva, pode haver redução dessas interações. Em crianças pequenas, isso pode estar associado a atraso no desenvolvimento da fala, dificuldade de ampliar o vocabulário e menor interesse pela comunicação. A tecnologia não substitui o diálogo, o brincar compartilhado e a troca afetiva com adultos e outras crianças.

Efeitos emocionais e comportamentais

O uso inadequado da tecnologia também pode impactar a regulação emocional. Crianças muito expostas a telas podem apresentar irritabilidade, dificuldade em lidar com frustrações, impulsividade e maior resistência quando o uso é interrompido.

Isso acontece porque muitos jogos e vídeos oferecem recompensas imediatas, diferente das experiências do mundo real, que exigem espera, esforço e persistência. Com o tempo, a criança pode ter dificuldade em lidar com situações que não oferecem gratificação instantânea.

Tecnologia e qualidade do sono

O sono é essencial para o desenvolvimento cerebral, a consolidação da memória e a regulação emocional. A exposição às telas, especialmente no período noturno, pode interferir na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono.

Crianças que utilizam celulares, tablets ou assistem televisão antes de dormir podem apresentar dificuldade para adormecer, sono agitado, despertares noturnos e menor qualidade do descanso. A privação de sono impacta diretamente o comportamento, a atenção, o aprendizado e o humor.

A tecnologia é sempre prejudicial?

É importante reforçar que a tecnologia não é, por si só, prejudicial. Quando utilizada de forma adequada, ela pode ser uma aliada no aprendizado e no desenvolvimento cognitivo. Existem conteúdos educativos de qualidade que estimulam o raciocínio, a criatividade, a memória e a resolução de problemas.

O problema surge quando a tecnologia é usada em excesso, sem supervisão, como substituta das interações sociais, das brincadeiras livres e das experiências do mundo real. O equilíbrio é a chave.

A importância do brincar e das experiências fora das telas

Brincar é uma das principais formas de estimular o cérebro infantil. Por meio disso, a criança desenvolve linguagem, coordenação motora, criatividade, habilidades sociais e emocionais. 

Brincadeiras livres, sem telas, permite que a criança explore o ambiente, use a imaginação e construa relações.Atividades ao ar livre, jogos simbólicos, leitura de livros, conversas em família e momentos de afeto são insubstituíveis para o desenvolvimento saudável do cérebro.

Dicas práticas para um uso saudável da tecnologia

Algumas estratégias simples podem ajudar os pais a equilibrar o uso da tecnologia no dia a dia:

Estabelecer limites claros de tempo de tela de acordo com a idade da criança é fundamental. Crianças pequenas devem ter exposição mínima, enquanto as maiores precisam de regras bem definidas.

Priorizar a qualidade do conteúdo é tão importante quanto controlar o tempo. Nem todo conteúdo infantil é adequado. Os pais devem escolher programas, jogos e aplicativos educativos apropriados para a idade.

Acompanhar a criança durante o uso das telas faz diferença. Assistir juntos, conversar sobre o que está sendo visto e relacionar o conteúdo com a vida real transforma o uso da tecnologia em uma experiência mais rica.

Criar momentos livres de telas é essencial. Refeições, rotina do sono, momentos de conversa e brincadeiras devem ser preservados sem tecnologia.

Dar o exemplo também é fundamental. As crianças observam o comportamento dos adultos. O uso consciente da tecnologia pelos pais ensina, na prática, sobre equilíbrio e limites.

Quando buscar orientação profissional?

Se a criança apresenta irritabilidade excessiva, dificuldade de concentração, alterações importantes no sono, resistência intensa ao desligar as telas ou prejuízos no desenvolvimento, é importante buscar orientação profissional.

O neuropediatra pode avaliar o impacto do uso da tecnologia no desenvolvimento da criança e orientar a família de forma individualizada, considerando a idade, o comportamento e o contexto familiar.

A tecnologia faz parte da infância atual e não pode ser completamente evitada. No entanto, o cérebro infantil precisa, acima de tudo, de interações humanas, brincadeiras, movimento e afeto para se desenvolver de forma saudável.

O uso consciente, equilibrado e supervisionado da tecnologia permite que ela seja uma aliada, e não um obstáculo ao desenvolvimento. O papel dos pais é fundamental nesse processo, ajudando a criança a construir uma relação saudável com o mundo digital, sem abrir mão das experiências essenciais da infância.

Com quem você pode contar para saber mais sobre este assunto?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes, a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Dra. Cláudia Pechini

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