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Epilepsia em crianças: sinais, diagnóstico e convívio com a condição

epilepsia

A epilepsia é uma das condições neurológicas crônicas mais comuns na infância e, ao mesmo tempo, uma das que mais geram medo e insegurança nas famílias. A palavra ainda carrega muitos mitos e estigmas, frequentemente associados à ideia de gravidade extrema ou limitação permanente. 

No entanto, os avanços da medicina mostram que, com diagnóstico adequado e acompanhamento correto, grande parte das crianças com epilepsia pode levar uma vida ativa, saudável e com bom desenvolvimento. Compreender os sinais, as formas de diagnóstico e os desafios do convívio com a condição é essencial para promover cuidado e acolhimento.

O que é epilepsia?

A epilepsia é uma condição caracterizada pela predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas recorrentes. Estas acontecem devido a descargas elétricas anormais e temporárias nos neurônios, que interferem no funcionamento normal do cérebro.

É importante diferenciar crise epiléptica de epilepsia. Uma crise isolada pode ocorrer em diversas situações, como febre, infecções, alterações metabólicas ou traumatismos. Já a epilepsia é diagnosticada quando existe uma tendência à repetição dessas crises sem um fator agudo desencadeante.

Na infância, a epilepsia pode apresentar múltiplas causas e manifestações clínicas. Em alguns casos, está relacionada a alterações genéticas; em outros, pode decorrer de lesões estruturais do cérebro ou de causas ainda não totalmente esclarecidas.

Como as crises epilépticas podem se manifestar nas crianças?

Quando se fala em crise epiléptica, muitas pessoas pensam imediatamente em episódios com perda de consciência e movimentos convulsivos generalizados. Embora esse seja um tipo conhecido de crise, ele está longe de ser o único.

Nas crianças, as crises podem ser bastante variadas e, muitas vezes, sutis. Algumas se manifestam como períodos breves de desconexão do ambiente, em que a criança parece “parar” e não responde quando chamada. Em outras situações, podem ocorrer movimentos involuntários de apenas uma parte do corpo, alterações no olhar, episódios de rigidez muscular, abalos rápidos ou comportamentos repetitivos.

Dependendo da região do cérebro envolvida, a crise também pode provocar sensações estranhas, mudanças súbitas de comportamento, medo intenso sem causa aparente ou alterações da fala. Essa diversidade de apresentações é um dos fatores que pode dificultar o reconhecimento precoce do problema.

Sinais de alerta que merecem atenção

Nem todo episódio de alteração de comportamento ou movimento significa epilepsia, mas alguns sinais devem motivar avaliação médica. Eventos repetitivos, com início e término semelhantes, costumam chamar atenção, especialmente quando há perda de contato com o ambiente ou movimentos involuntários sem controle.

Outro ponto importante é a ocorrência de regressão do desenvolvimento, sonolência excessiva após episódios suspeitos ou relatos escolares de momentos frequentes de distração abrupta e inexplicada. Em bebês, sinais podem incluir espasmos, movimentos repetitivos do tronco ou mudanças súbitas no padrão de interação.

A observação cuidadosa da frequência, duração e características dos episódios costuma ajudar muito na investigação.

Como é feito o diagnóstico da epilepsia?

O diagnóstico da epilepsia é essencialmente clínico e começa com uma escuta detalhada da história da criança. O relato dos pais, cuidadores e professores é fundamental para entender como ocorrem os episódios, quando começaram e se existem fatores desencadeantes.

Sempre que possível, registros em vídeo das crises são extremamente úteis, pois permitem ao especialista observar características que nem sempre são facilmente descritas em palavras. A avaliação neurológica completa também busca identificar sinais associados que possam sugerir a causa das crises.

Entre os exames complementares, o eletroencefalograma desempenha papel central. Ele registra a atividade elétrica cerebral e pode revelar padrões compatíveis com epilepsia, além de auxiliar na classificação do tipo de crise e da síndrome epiléptica. Exames de imagem, como a ressonância magnética do cérebro, podem ser solicitados para investigar possíveis alterações estruturais.

A abordagem diagnóstica é sempre individualizada, considerando a idade da criança, o tipo de crise, o desenvolvimento neuropsicomotor e o contexto clínico geral.

Tratamento e controle das crises

O tratamento da epilepsia tem como principal objetivo controlar as crises e minimizar impactos no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança. Na maioria dos casos, o controle é feito com medicamentos anticonvulsivantes, escolhidos de acordo com o tipo de epilepsia e o perfil clínico do paciente.

Muitas crianças apresentam excelente resposta ao tratamento medicamentoso, alcançando controle completo das crises. Em situações específicas, outras abordagens podem ser consideradas, como dietas terapêuticas, estimulação do nervo vago ou tratamentos cirúrgicos, sempre avaliados com cautela e indicação precisa.

Além do controle das crises, o acompanhamento inclui monitorar possíveis efeitos colaterais das medicações, avaliar o desenvolvimento global e oferecer suporte à família.

O impacto da epilepsia na rotina e no desenvolvimento infantil

Receber o diagnóstico de epilepsia costuma gerar medo, ansiedade e inúmeras dúvidas sobre o futuro. Uma preocupação comum das famílias envolve a segurança da criança nas atividades diárias, incluindo escola, prática esportiva e convivência social.

Na maioria das situações, a criança com epilepsia pode participar das atividades próprias da idade, desde que haja orientação adequada e medidas simples de segurança. O afastamento excessivo de experiências sociais pode, inclusive, trazer prejuízos emocionais e no desenvolvimento da autonomia.

Outro aspecto relevante é o impacto emocional. Crianças com epilepsia podem apresentar insegurança, medo das crises ou dificuldades de autoestima, principalmente quando enfrentam preconceito ou desinformação no ambiente social. Por isso, o apoio psicológico, quando necessário, pode ser um recurso valioso.

A importância do acompanhamento contínuo

A epilepsia é uma condição dinâmica, que pode mudar ao longo do crescimento. Algumas síndromes epilépticas são autolimitadas e desaparecem com o tempo, enquanto outras exigem acompanhamento prolongado.

O seguimento regular permite ajustar o tratamento, monitorar o desenvolvimento e orientar a família sobre fases de maior vulnerabilidade, como mudanças hormonais, privação de sono ou situações de estresse. O trabalho integrado entre família, escola e equipe de saúde contribui para um cuidado mais completo e humanizado.

Vivendo além do diagnóstico

A epilepsia não define quem a criança é nem limita seu potencial. Quando compreendida e tratada adequadamente, ela se torna apenas uma parte da trajetória de desenvolvimento, e não o centro dela.

O acesso à informação de qualidade, o acompanhamento especializado e o fortalecimento do vínculo familiar são pilares que ajudam a transformar o medo em segurança e a incerteza em planejamento. Cada criança com epilepsia tem uma história única, e o olhar atento do neuropediatra busca justamente reconhecer essas singularidades, promovendo cuidado, autonomia e qualidade de vida.

Mais do que controlar crises, o objetivo do tratamento é permitir que a criança cresça, aprenda, brinque e construa sua identidade com confiança, mostrando que é possível viver plenamente mesmo diante dos desafios que a condição possa trazer.

Com quem você pode contar para saber mais sobre este assunto?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes, a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Dra. Cláudia Pechini

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criança na escola - atraso neuropsicomotor
Neurologia

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