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Entenda os 7 principais mitos sobre o Espectro Autista

criança com TEA

Muitas pessoas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda são vistas sob uma ótica de crenças populares e, às vezes, até pejorativas. Isso pode dificultar o desenvolvimento em meio social, principalmente de crianças autistas, já que são constantemente colocadas à parte ou vistas como “especiais”.

É muito importante disseminar o conhecimento e desmistificar os muitos mitos que giram ao redor do espectro. Aumentar o nível de compreensão da população ajuda a incluir essa parcela de pessoas que acaba por ser excluída em algumas situações.

Este é um transtorno que possui cerca de 8 variações classificadas como oficiais e que visam abranger as muitas formas de manifestação que podem acontecer.

Vamos ver abaixo a explicação para 7 mitos que estão errados sobre o assunto.

1  – A pessoa com Autismo é apática e antissocial

Este é um mito bem pejorativo sobre quem está dentro do TEA. Isso porque, com base nesse julgamento, muitas pessoas já os excluem de círculos sociais e nem sequer dão a chance de conhecer e interagir com eles.

A verdade é que esta é uma característica bem particular, assim como muitas outras. Crianças e adultos dentro do espectro autista podem gostar ou não de contato físico, sendo com a própria família e pessoas de contato mais próximo ou com estranhos.

O mito de que “vivem no próprio mundo” também não tem embasamento. O que pode acontecer é que algumas pessoas autistas têm mais dificuldade de socializar e abordar seus pares, processo que também é dificultado pelo preconceito externo. Esta dificuldade também pode ser observada em quadros neurotípicos.

2  – São agressivos

Neste caso, muitas pessoas confundem agressividade com baixa tolerância ou picos de frustração, situações que realmente são mais comuns dentro do espectro.

É muito importante conhecer, entender e validar os limites, muitas vezes estipulados pela própria pessoa e compreender que é necessário aceitá-los a fim de não criar situações estressantes e que prejudicam a socialização.

3  – Vacinas são causadoras de Autismo

Essa é uma das grandes falácias da nossa sociedade e que se espalhou sem nenhuma base científica. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que não existe nenhuma relação entre a vacinação – que, aliás, é essencial para a saúde de toda a população – e o TEA.

Ainda não se tem uma causa definitiva e unânime para o Autismo, mas já entende-se que fatores ambientais, anormalidades cromossômicas e mudanças genéticas são muito associadas à sua ocorrência.

4  – Não se desenvolvem intelectualmente

Aqui, a verdade é que dentro do espectro há diferentes formas de aprendizado. Algumas pessoas são completamente capazes de aprender e se desenvolver dentro do contexto propício para isso.

Um grande exemplo que refuta essa afirmação infundada é a psicóloga e zootecnista Temple Grandin, que possui autismo de alto funcionamento.

5  – São sempre superdotados

Por outro lado, essa afirmação também não é necessariamente verdadeira. O que pode causar essa impressão, é que muitas pessoas com autismo leve (previamente nomeado  como Síndrome de Asperger) – uma das possíveis variações do Autismo – podem apresentar memória visual e/ou factual acima da média. Ainda assim, suas habilidades podem variar de muitas maneiras, não representando super capacidade.

6  – Devem estudar e trabalhar em locais separados

O trabalho de inclusão vem sendo cada vez mais adotado em escolas, universidades e ambientes de trabalho. Isso porque, como mencionado acima, dentro do contexto apropriado, é bem possível que uma pessoa com autismo desempenhe o trabalho necessário.

Sendo assim, não é necessário excluir ou criar espaços separados para o acesso à educação e ao trabalho deste grupo.

7  – São diagnosticados somente a partir dos 3 anos

Este é um mito antigo, da época em que as formas de diagnóstico eram diferentes e um pouco mais limitadas por diversas razões. Atualmente, o Autismo pode ser identificado a partir dos 16 meses.

Quanto antes se tem esse entendimento, melhor, pois assim as intervenções profissionais iniciam logo junto ao desenvolvimento motor, cognitivo e social, melhorando as chances de desempenho da criança.

Estes são apenas alguns esclarecimentos sobre o mundo do espectro autista e a percepção que muitas pessoas têm sobre ele. É muito importante que todos façam sua parte em sempre tentar desmistificar estes e outros mitos.

Pessoas dentro do TEA podem e devem participar de qualquer grupo social que desejem, sempre sendo respeitadas e tendo seus limites considerados.

Com quem você pode contar para saber mais sobre o Espectro Autista?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

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