Endereço

Endereço

Rua das Orquídeas, 667 - Torre Medical - Sala 304, Indaiatuba - SP​
Ver Mapa

Telefone:

Telefone(s):

(19) 99916-9470
Ligar Agora

E-mail

E-mail

claudia.pechini@gmail.com
Mandar Email

O que são transtornos do movimento na infância?

transtorno de movimento

O movimento é uma das formas mais importantes de expressão e interação da criança com o mundo. Desde os primeiros meses de vida, os movimentos permitem explorar o ambiente, desenvolver novas habilidades, comunicar necessidades e conquistar autonomia. Por isso, quando surgem alterações motoras incomuns, involuntárias ou persistentes, é natural que pais e cuidadores fiquem preocupados e procurem entender o que está acontecendo.

Entre as condições que podem afetar a forma como a criança se movimenta estão os chamados transtornos do movimento. Apesar de serem relativamente frequentes na prática neuropediátrica, muitas vezes esses quadros são pouco conhecidos pelas famílias e podem ser confundidos com hábitos, brincadeiras, comportamentos voluntários ou até mesmo com crises epilépticas.

Compreender o que são os transtornos do movimento, quais sinais merecem atenção e quando procurar avaliação especializada é fundamental para garantir um diagnóstico adequado e o melhor acompanhamento possível.

O que são transtornos do movimento?

Os transtornos do movimento correspondem a um grupo de condições neurológicas caracterizadas pela presença de movimentos involuntários ou alterações na qualidade e no controle dos movimentos voluntários.

Essas alterações podem ocorrer de diferentes formas. Algumas crianças apresentam movimentos excessivos, inesperados ou repetitivos, enquanto outras demonstram lentidão, rigidez ou dificuldade para coordenar determinados movimentos.

Os transtornos do movimento podem surgir em decorrência de diferentes causas e apresentam manifestações bastante variadas. Em alguns casos, os sintomas são leves e pouco impactam a rotina. Em outros, podem interferir significativamente nas atividades diárias, no aprendizado e na qualidade de vida.

Nem todo movimento diferente é um transtorno.

Um ponto importante é que nem todo movimento incomum representa um problema neurológico. Durante o desenvolvimento infantil, é comum observar comportamentos motores transitórios, especialmente em bebês e crianças pequenas.

Alguns movimentos repetitivos podem fazer parte da exploração do próprio corpo ou surgir em momentos de excitação, alegria ou cansaço. Além disso, determinados hábitos motores podem aparecer em fases específicas do desenvolvimento e desaparecer espontaneamente com o tempo.

Por isso, a avaliação não deve se basear apenas na presença do movimento em si, mas também em aspectos como frequência, intensidade, contexto em que ocorre e impacto no funcionamento da criança.

Tiques: um dos transtornos do movimento mais comuns.

Entre os transtornos do movimento mais frequentes na infância estão os tiques. Eles são movimentos ou vocalizações involuntárias, rápidas e repetitivas que podem variar ao longo do tempo.

Piscar os olhos repetidamente, fazer caretas, movimentar os ombros, limpar a garganta ou emitir sons são alguns exemplos. Muitas crianças conseguem suprimir os tiques por curtos períodos, mas frequentemente sentem uma necessidade crescente de realizá-los novamente.

Os tiques costumam aumentar em momentos de estresse, ansiedade, cansaço ou excitação emocional. Em muitos casos, apresentam evolução benigna e podem diminuir significativamente com o passar dos anos.

Tremores na infância

Os tremores correspondem a movimentos rítmicos e involuntários que afetam uma ou mais partes do corpo. Embora sejam mais conhecidos em adultos, também podem ocorrer em crianças.

Existem diferentes tipos de tremor, e suas causas variam bastante. Algumas crianças apresentam tremores leves em situações específicas, como nervosismo ou esforço físico, enquanto outras podem desenvolver tremores mais persistentes que exigem investigação.

A avaliação cuidadosa é importante para determinar se o tremor faz parte de uma condição benigna ou se está associado a alguma alteração neurológica ou metabólica.

Distonias e movimentos involuntários mais complexos

Outro grupo de transtornos do movimento envolve as distonias. Nesses casos, ocorrem contrações musculares involuntárias que provocam posturas anormais ou movimentos repetitivos.

A criança pode apresentar torções, posições incomuns de determinadas partes do corpo ou dificuldades para manter posturas adequadas durante algumas atividades.

Dependendo da causa, a distonia pode afetar apenas uma região do corpo ou envolver múltiplos grupos musculares. Sua intensidade também pode variar bastante de uma criança para outra.

Movimentos coreicos e outros movimentos hipercinéticos

Algumas condições neurológicas podem provocar movimentos involuntários mais amplos e imprevisíveis, conhecidos como movimentos coreicos. Eles costumam ser rápidos, irregulares e parecem “migrar” de uma parte do corpo para outra.

Existem ainda outros movimentos hipercinéticos, como mioclonias, que correspondem a contrações musculares rápidas e abruptas, e atetoses, caracterizadas por movimentos lentos e contorcidos.

Embora sejam menos comuns na infância, esses quadros fazem parte do grupo dos transtornos do movimento e exigem avaliação especializada para identificação da causa.

Quando os movimentos podem ser confundidos com epilepsia?

Uma dúvida bastante frequente é a diferença entre transtornos do movimento e crises epilépticas. Como ambos podem envolver movimentos involuntários, a distinção nem sempre é simples para quem observa.

Em geral, nos transtornos do movimento a criança permanece consciente e interage normalmente durante os episódios. Já nas crises epilépticas, pode haver alteração da consciência, interrupção da atividade em andamento ou outros sinais neurológicos associados.

Ainda assim, existem situações em que a diferenciação exige avaliação médica detalhada e, eventualmente, exames complementares. Vídeos gravados pelos familiares podem ser extremamente úteis nesse processo.

Como é feita a investigação?

A avaliação dos transtornos do movimento começa com uma observação cuidadosa das características dos movimentos. O profissional procura entender quando eles surgiram, em quais situações aparecem, se são contínuos ou intermitentes e qual o impacto na vida da criança.

A história clínica detalhada fornece informações valiosas sobre o desenvolvimento, antecedentes familiares e possíveis fatores desencadeantes. O exame neurológico ajuda a identificar alterações associadas e direcionar a investigação.

Dependendo do caso, exames complementares podem ser solicitados para esclarecer a causa dos sintomas e definir a melhor estratégia de acompanhamento.

Existe tratamento?

O tratamento depende do tipo de transtorno do movimento e da sua causa. Em alguns casos, não é necessário nenhum tratamento específico além do acompanhamento clínico e da orientação à família.

Quando os sintomas causam desconforto, prejuízo funcional ou impacto emocional significativo, diferentes abordagens podem ser utilizadas. Isso pode incluir terapias de reabilitação, acompanhamento psicológico, intervenções comportamentais ou medicações específicas.

O objetivo do tratamento não é apenas reduzir os movimentos involuntários, mas também melhorar a participação da criança em suas atividades diárias, escolares e sociais.

Entender o movimento para compreender a criança

Os transtornos do movimento na infância abrangem uma ampla variedade de condições, desde manifestações benignas e transitórias até quadros que exigem acompanhamento especializado. Por isso, observar um movimento diferente nem sempre deve ser motivo de alarme, mas também não deve ser ignorado quando se torna persistente ou interfere na rotina.

Mais importante do que identificar o movimento em si é compreender como ele impacta a vida da criança. Cada caso deve ser analisado de forma individualizada, considerando o desenvolvimento global, o contexto em que os sintomas aparecem e as necessidades específicas de cada família.

Com avaliação adequada, informação de qualidade e acompanhamento quando necessário, é possível esclarecer dúvidas, reduzir preocupações e construir estratégias que favoreçam o desenvolvimento e o bem-estar da criança. Afinal, por trás de cada movimento existe uma história que merece ser compreendida com atenção, conhecimento e acolhimento.

Com quem você pode contar para saber mais sobre este assunto?

A Dra. Cláudia Pechini é Neurologista Infantil e possui Título de Especialista em Neurologia Infantil pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). São anos de experiência nos cuidados com crianças e adolescentes, a fim de garantir o pleno desenvolvimento de todas as suas habilidades.

Agende uma consulta para você ou seu pequeno e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

Dra. Cláudia Pechini

Rua das Orquídeas, 667 – Torre Medical – Sala 304

Indaiatuba – SP

Categorias
estímulo infantil
Neurologia

Desenvolvimento infantil e a importância do estímulo precoce

A infância é uma fase crucial no desenvolvimento humano, moldando as bases para o futuro de uma criança. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro passa por um período de crescimento e desenvolvimento acelerado, tornando-o altamente receptivo à influência do ambiente ao seu redor.

Leia mais »